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sexta-feira, abril 30, 2010

02:43

Na hora de cantar todo mundo enche o peito nas baladas, nos bares, levanta os braços, sorri e dispara: "Eu sou de ninguém, eu sou de todo mundo e todo mundo é meu também!".
No entanto, passado o efeito do absolut, whisky com energético e dos beijos sem compromisso, os adeptos desta geração se dirigem aos consultórios terapêuticos, ou alugam os ouvidos do amigo mais próximo e reclamam de solidão. 

A maioria não quer ser de ninguém, mas quer que alguém seja seu.
Não dá, infelizmente, para ficar somente com a cereja do bolo (beijar, namorar e não ser de ninguém). 
Para comer a cereja é preciso pegar o bolo todo. E nele, os ingredientes vão além do descompromisso, como: não receber o famoso telefonema no dia seguinte, não saber se está namorando mesmo depois de sair um mês com a mesma pessoa, não se importar se o outro estiver beijando outra, etc, etc ...
Desconhece a delícia de assistir a um filme debaixo das cobertas num dia chuvoso comendo pipoca com chocolate quente, o prazer de dormir junto, abraçado, roçando os pés sob as cobertas e desconhece a troca de cumplicidade, carinho e amor.
Um namoro, um compromisso é algo que vai muito além das cobranças.
É cuidar do outro e ser cuidado por ele, é telefonar só para dizer bom dia, ter uma boa companhia para ir ao cinema de mãos dadas, é fazer amor e não sexo, é ter alguém para fazer e receber cafuné, um colo para chorar, uma mão para enxugar lágrimas, enfim, é ter alguém para amar.
Somos livres para optarmos! E ser livre não é beijar na boca e não ser de ninguém.
É ter coragem, ser autêntico, ASSUMIR e se permitir viver um sentimento, seja ele qual for .

NC ;)